Lilith (Sirius/Cheshire) - Episódio 81
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Gente, o capítulo não carrega pra mim 🙁
Oi pq não carrega as imagens??
Eu n consigo terminar de ler 😭, bugo pra mim
Mas o mangá é muita bom viu parabéns
😳
Issae, bota o pau na mesa gatona
Eita porra
Coitada da minha bebê, tenho quase certeza que as duas não vão ficar juntas
Sabia
Mulher psicopata
Pq os capítulos NN carregam pra mim???
N carregaaaaaa aaaaa
Muito bom
Parabéns para o autor (a) que fez isso, é uma obra prima essa história.
Meu favorito
Oi pessoal, eu tenho salvo comigo os capítulos 85 até o 94 no meu HD, eu baixei direto da Scan, o site da Scan caiu então se alguém quiser eu posso upar os capítulos, e tbm se alguma ADM quiser os capítulos pra colocar no site seria uma boa, tbm já pra preservar os capítulos :), seria um pena lilith completo se perder pq o site oficial da scan caiu, eu baixo por esse medo msm, de perder as traduções dos mangás
Muito bom ❣️
Gente eu não sei vcs mas eu achei umas cenas bem desnecessárias, tipo quando a sulhwa quase matou a unnie por ter perdido a cabeça sabe? E tipo ela literalmente estuprou a jaehee, e dps fizeram a huilin ser má, obsessiva e etc sendo na ela amava a jaehee
do capítulo 84 vai direto pro 95. Cadê os outros caps?
Tô bolada porque li tudo isso e no final tá incompleto
A obra Lilith, de Sirius/Baram, ergue-se como um cântico de ousadia e ternura, uma afirmação artística que transforma o interdito em matéria de beleza e a ruptura em gesto de profunda humanidade. Trata-se de uma criação que não grita contra o mundo, mas o interpela em voz baixa e firme, conduzindo o leitor a um território onde a arte deixa de obedecer e passa a revelar.
Há, em sua tessitura estética, uma rara confluência entre rigor formal e emoção contida. A linguagem, cuidadosamente lapidada, não apenas comunica: ela respira, pulsa e envolve. Cada palavra parece escolhida não pelo impacto imediato, mas pela capacidade de permanecer, de ecoar no silêncio posterior à leitura. O texto avança como um rito — solene, sensível, inevitável — conduzindo o pensamento sem jamais violentar a delicadeza do sentir.
A grandeza de Lilith manifesta-se, sobretudo, na forma como as autoras se aproximam dos tabus românticos que a sociedade aprendeu a temer e a silenciar. Ao tocar aquilo que foi historicamente banido — o incesto enquanto construção moral absoluta, a homossexualidade enquanto afeto marginalizado — a obra não busca o choque vazio, mas a escuta profunda. O que se oferece ao leitor não é provocação ruidosa, mas uma pergunta essencial: até que ponto os limites do amor são naturais, e até que ponto são invenções do medo?
A homossexualidade, apresentada com força serena e dignidade incontestável, emerge como expressão plena do amor, despida de justificativas e de defesas. Ela não pede permissão ao olhar social; ela existe, afirma-se e floresce. Nesse gesto, a obra dissolve preconceitos não por confronto direto, mas por exposição sensível de sua fragilidade moral.
O tratamento dos interditos amorosos é conduzido com extrema delicadeza poética. Não há vulgaridade, nem excesso: há cuidado. Há uma tentativa sincera de compreender o afeto em sua complexidade mais profunda, onde o amor se apresenta não como norma, mas como mistério — vasto, inquietante, indomável. Lilith sugere, com rara elegância, que o verdadeiro escândalo não reside no amor que transgride, mas na sociedade que insiste em limitá-lo.
A dimensão artística que acompanha o texto amplia essa experiência de modo quase sensorial. A arte não ilustra; ela sente. Atua como prolongamento emocional da palavra escrita, criando imagens que não explicam, mas sugerem, que não impõem, mas permanecem. Texto e imagem se entrelaçam como duas vozes de um mesmo poema, reforçando a atmosfera de intimidade e contemplação.
Ao afirmar, com suavidade firme, que o amor não reconhece fronteiras impostas, Lilith convida o leitor a abandonar certezas herdadas e a habitar, ainda que por instantes, um espaço de liberdade afetiva. A obra não exige adesão; ela oferece abertura. Não proclama verdades absolutas; ela sussurra possibilidades.
Assim, Lilith consolida-se como uma obra de rara beleza ética e estética — uma criação que fere o dogma com poesia, que rompe o silêncio com ternura e que reafirma a arte como território onde o humano pode existir sem pedir desculpas. Sirius/Baram revelam-se autoras de sensibilidade elevada, capazes de transformar aquilo que a sociedade teme em matéria de reflexão, emoção e profunda beleza.
10/10